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7 Barreiras Importantes que Estagnam a Internet e os Programadores Web

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Quero quebrar barreiras   7 Barreiras Importantes que Estagnam a Internet e os Programadores Web

Como programador web, de vez em quando é preciso largar um pouco o editor de texto e ver a situação da web e como continuamos a tentar ultrapassar os limites da Internet. Ao longo dos últimos anos temos visto um enorme impulso com a evolução do AJAX, Frameworks JavaScript, e a tecnologia AIR da Adobe. Também vimos a propagação do Firefox forçar a Microsoft a ressuscitar o Internet Explorer (para melhor ou para pior), blogar teve um crescimento enorme, e as redes sociais como Facebook revolucionaram a maneira como nos comunicamos online. No entanto, a Internet está a mover-se muito devagar na sua actualização. A seguir deixo as principais barreiras que estagnam o avanço de uma tecnologia que poderia ser muito mais do que é na actualidade.

1. Escassa Actualização do XHTML e CSS & Suporte

Demorou muito tempo para o W3C actualizar o HTML e impulsionar novos avanços do CSS. Enquanto que o JavaScript, AJAX e Flash têm evoluído rapidamente, os dois pilares da programação web estão quase estagnadas. O CSS não mudou a um ritmo aceitável. O CSS 3.0 já está a funcionar mas em pleno não há muito tempo, sendo que começaram a trabalhar no mesmo desde 2005.

O Internet Explorer tem sido moroso na execução de avanços no que toca a CSS, principalmente devido à Microsoft ter abandonado o IE por mais de uma década. O IE6 continua a ser o browser padrão de uma grande parte das pessoas, porém o mesmo não dá suporte a todas as normas do CSS 2, como por exemplo, pseudo-classes e pseudo-elementos ambos não estão implementados ou então estão mal implementados.

Precisamos de um avanço mais rápido e específico, browsers que suportem CSS avançado e XHTML. É difícil avançar com a Internet sem uma visão de futuro que não esteja voltado para estas duas linguagens que são a base para qualquer site.

2. Inconsistências dos Browsers & Internet Explorer

Uma vantagem das linguagens informatizadas é a presença de padrões. As normas proporcionam consistência de implementação que um programador precisa para escrever código seguro e eficaz. Apesar de algumas empresas verem as normas como opções.

O Internet Explorer tem estado sempre na linha da frente no que toca a ignorar as normas e padrões web. Internet Explorer 5.5 era dos piores, onde deu origem a inúmeros hacks, incluindo o tão famoso Tan Hack. Contudo o Internet Explorer melhorou ligeiramente no seu antecessor, mas ainda apresentou uma série de problemas, incluindo falhas de segurança, fraca programação conduzindo a um desempenho lento, e principalmente a falta de suporte apropriado ao CSS. O pior de tudo é que ele teve o monopólio por seis anos. O Internet Explorer 7 e 8 corrigiu a maioria dos problemas, mas continua a ser o quebra-cabeças dos programadores.

A Mozilla Firefox também tem os seus problemas, apesar de ser em menor escala, no que toca a seguir os padrões, assim como um atraso (embora recentemente actualizado) o Safari. O Opera é, sem dúvida, o browser que melhor segue os padrões e normas web, mas a sua quota de mercado ainda é irrelevante.

3. Falta de Interesse Geral

Se eu tivesse um euro por cada vez que ouvi alguém dizer “estou velho demais para aprender a mexer na Internet”, seria milionário. Pior ainda é um site popular recusar-se a melhorar uma GUI ou a usabilidade. O eBay é o típico site que se recusa a avançar ou a evoluir para atender a população em geral. O painel de controlo do eBay é lento, cansativo e desactualizado. Uma empresa como o eBay tem o poder de levar os seus utilizadores a um padrão mais elevado na Internet.

Não posso culpar ninguém por ficar longe da Internet. Tácticas de intimidação, incluindo roubo de identidade, publicidade sobre anti-vírus, pornografia está em todo o lado, mensagens e notícias locais são suficientes para assustar um público mais velho ou ignorante. Conheço igualmente histórias de vício em Internet, muitas delas não são exageradas e os jogos de apostas online podem custar tudo a uma família.

Como programador web, sonho ser capaz de construir sites e não me preocupar com os conhecimentos técnicos dos outros, mas sim, o público alvo a que se destina. Não me interpretem mal – posso usar AJAX e JavaScript aqui no meu site, porque conheço o meu público alvo, mas e sites de fotografias da cadela da mamã?

4. Possibilidade Para Desligar o JavaScript

O Javascript foi introduzido na Internet muito cedo. A opção de “Adicionar aos Favoritos” foi um sucesso. E não se podem esquecer dos alertas (alert())  para validar formulários. Mas não menos importante de mencionar os anúncios pop-up, que seria de nós sem eles? Hoje em dia temos boas e várias razões para utilizar o JavaScript.

AJAX só continuará a avançar em novos projectos com a ajuda do jQuery, Mootools, e especialmente o trabalho do Dojo. Para todos os avanços que possamos fazer usando JavaScript, todos eles podem ser desactivados pelo utilizador ao desactivar o JavaScript. A tua aplicação está aberta a riscos de segurança e não funciona na perfeição sem o JavaScript. Alguns programadores web vão dizer que programes como se o JavaScript estivesse desligado, mas isso não é avançar na web, simplesmente regride os programadores, obrigando-os a investir em Flash e Java (ah espera, este também pode ser desactivado… isto é, se o mesmo estiver instalado!). A Internet deve promover a interactividade.

5. Sites em Flash & Publicidade

Isso vai ferir algumas susceptibilidades, mas o Flash é mais um entrave para o desenvolvimento da web do que qualquer coisa. Quase duas décadas de Internet, e a única maneira de proporcionar uma animação de qualidade é o Flash. Alguns sites são feitos inteiramente com Flash. Vamos ver, “gostarias de ter um site que leva 10 segundos para carregar, mostra-te 15 animações que não têm nenhum valor acrescido para o teu site/negócio ou o seu conteúdo, não tem valor para os motores de busca, vai levar horas para fazer actualizações simples, acessibilidade zero e Search Engine Friendly está quieto?” Então sim, a resposta é sem dúvida o Flash.

O Flash pode, definitivamente, ser usado em sites de automóveis, sites de calçados, especialmente de vídeos (ver o Youtube), mas sites inteiramente em Flash e a publicidade deveria desaparecer. Flash serviu como um avanço nos primórdios da Internet, mas o AJAX e o JavaScript devem em breve (pelo menos espero) preencher esse espaço.

6. Falta de Acesso Livre à Internet / Acesso de Alta Velocidade

Já ouvi denominarem a Internet como “Informação rápida” e uma “biblioteca andante”, mas o uso de uma biblioteca não é gratuito? Os serviços da Internet, de alguma forma, deveriam ser gratuitos nos países avançados. Os únicos que iriam contestar esta hipótese seriam as ISPs que aproveitam para sugar-te qualquer euro que possam, em vez de preocuparem em fornecer um serviço de qualidade. Prestar um serviço em alta velocidade é muito importante. Quando visitamos um site e este demora um pouco mais a carregar a tendência é pensar que foi mal programado (e até pode ser), mas o verdadeiro problema é o fraco serviço da ISP. Na última vez que vi, a conexão de Internet no Japão era de 1GB. Considerando que em Portugal o máximo que vi foi de 200MB, se bem que duvido que se usufrua dessa velocidade, já com a de 100MB é o que é. Mas a média deve andar por volta dos 30MB.

7. Pouco Suporte para Telemóveis / PDA’s

Estou bem ciente do @media da W3C, mas nunca estive perto de usar esse tipo de CSS. Os dispositivos móveis não são tidos em conta na maioria dos sites, pois não perdem tempo para a optimiza-los. O iPhone proporcionou um ligeiro impulso necessário para que se invista  nesse suporte.

Qual é a tua opinião?

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Sobre o Autor

Carlos Gonçalves é um Freelancer com bastante experiência em linguagens de programação e webdesign. Vocacionado para as novas tecnologias, aposta na qualidade dos serviços, atendimento rápido e sempre disponível para melhor satisfazer os seus clientes. Autor do site cgoncalves.com

Comentários

  1. André  15 Maio 2010

    O ponto 4 (Javascript desligado e afins) pode vir um pouco em consequência do 3º ponto, sobre ameaças online, etc.

    Existem ocasiões em que o javascript é essencial, mas este não deve ser obstrutivo, digo, se queremos ler um artigo que está escondido com um sistema de tabs, em que temos de clicar na outra tab para o ler, a falha do javascript não deve implicar que eu não leia o artigo. Deve ser desenvolvida uma alternativa para isso.

    Agora se se tratar de uma aplicação web, com validações, cálculos com base em JS, etc, aí sim, concordo que seja dado um aviso do género “Tem de ter o seu javascript activado para continuar”.

    Quanto ao ponto 5, acho que a web não se deveria basear em plugins para isto ou para aquilo: por exemplo, as tags de video de HTML5, acho que são uma boa aposta, assim como o vídeo em formato livre, sem dependência de um plugin externo. Se bem que por vezes é uma boa forma de garantirmos que as aplicações/widgets correm de modo idêntico nas diversas plataformas (pelo menos em termos de apresentação).

    O ponto 7 é uma grande verdade, cada vez mais a partir de agora. E por fim, o ponto 6 é uma triste realidade que temos actualmente: ilimitado com limites.

    (responder)
  2. Carlos Gonçalves  16 Maio 2010

    @André: Olá André, antes de mais obrigado pelo comentário.

    Começando do fim para o início, só para ser diferente, como dizes é uma triste realidade, preocupam-se mais em criar campanhas publicitárias enganosas (ilimitado mas com limites) mas que cative um potencial cliente, que a manter os actuais fornecendo serviços de boa qualidade.

    O 7 acho que é ponto assente na maioria dos programadores web, excepto claro os flash developers :P

    Não concordo em parte com o que dizes de a web não se basear em plugins. Eu pergunto-te, porque não?
    Pois o uso de plugins faz com que seja seguido determinados padrões garantindo que não haja diferenciação (gráfica) entre plataformas como acontece actualmente.

    O ponto 4, eu já sou da opinião que o utilizador não deveria ter a hipótese de desligar o javascript.
    No entanto partilho da mesma opinião que não devemos ser dependentes (em excesso) do JS, nomeadamente no exemplo que disseste das notícias.

    (responder)

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