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9 Razões Para Não Contratar Aquela Pessoa

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A maioria das minhas “discussões” com quem me contrata, acaba sempre por ser sobre a anterior experiência com outros programadores que se dizem profissionais da área. No meu ponto de vista, existem vários factores a ter em conta antes de contratar alguém, dou-vos 9 razões para as quais não deves de contratar aquela pessoa.

nerd   9 Razões Para Não Contratar Aquela Pessoa

Não Contratar esta Pessoa

1. Ele auto intitula-se como “Webmaster

Qualquer pessoa que se auto-intitula como “Webmaster“, é porque provavelmente não é master de nada. O termo “Webmaster” actualmente tornou-se numa tradução para o termo “amador”. A web diversificou-se em tantos ramos diferentes, que a palavra webmaster deixou de ter significado (será que alguma vez teve?)

2. É um Expert em FrontPage

Qualquer programador / designer web, com qualidade, definitivamente sabe que o Microsoft FrontPage não é uma ferramenta profissional. O FrontPage é para os papás e mamãs que querem criar um site dedicado aos seus cães, e não para alguém que está a tentar fazer negócios. Todo e qualquer bom programador web, deve trabalhar a nível de código.

3. Ele Envia o Teu Site para um X número de Motores de Busca

Submeter o teu site em centenas de motores de busca seria óptimo… há 10 anos atrás.
Os sites são indexados pelos motores de busca pelo seu conteúdo e palavras-chave. Search Engine Optimization (SEO) é um grande negócio e submeter o site em motores de busca, não é o caminho para chegar ao topo do Google.

4. Ele quer um “Criado Por….” no rodapé de cada página

Tu pagaste a essa pessoa para criar um instrumento de marketing para ti – não um spot publicitário para ele. O site é como uma rampa de lançamento para o teu negócio, o programador é simplesmente a pessoa por detrás da cortina – mantém-no lá.

5. Ele criou um WebSite todo XPTO para a Tia / Amigo

A tua empresa necessita de alguém que já tem experiência na área. A resposta mais comum para a pergunta “Quem era ele e para que empresas ele já trabalhou?” é “Ah, ele já fez um site para a filha dos CEO’s da empresa XPTO.”
Sinceramente, oiço a história do amigo-do-amigo o tempo todo. Escolhe alguém com um portfólio considerável que possa fornecer referências.

6. Ele Pode Fazer uma Página Fantástica com Animações Flash

Tradução: “Posso gastar dezenas de horas a desperdiçar o teu dinheiro para criar algo que vai demorar muito a carregar e será ignorado mais vezes do que a sobremesa de um mau restaurante.” Coerência e fluidez são factores importantes para web design – não animações sem sentido que desperdiça tempo aos visitantes e o teu dinheiro

7. Ele Menciona Que É Um Expert Em HTML

Quem é que não o é? Eu argumentaria ao cliente, que tenho experiência numa qualquer linguaguem progrmação (PHP, Ruby on Rails, ColdFusion, etc), a não ser que ele questione que coisas banais consegues fazer. Um mecânico poderia usar uma banana no meu carro se isso o ajudar a repara-lo. Mantém as tuas ferramentas, nomeadamente HTML, para ti mesmo – ao cliente não lhe interessa

8. Ele Coloca Um Contador Todo Bonitinho No Teu Site

Vais adicionar uma relíquia do início da internet no meu site, para que os meus concorrentes tenham uma ideia da minhas estatísticas? Perfeito! Os contadores torna um site o menos profissional possível – não utilizem.

9. Ele Coloca Uma Mensagem A Dizer: “Melhor Visualizado em …” No Teu Site

Qualquer programador mediano, sabe que não é ele que faz as regras.
Segue as normas na fase inicial e, em seguida, corrige os erros do Internet Explorer – assim é que funciona. Nenhum programador responsável colocaria uma mensagem “Melhor Visualizado em…” num site.

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Sobre o Autor

Carlos Gonçalves é um Freelancer com bastante experiência em linguagens de programação e webdesign. Vocacionado para as novas tecnologias, aposta na qualidade dos serviços, atendimento rápido e sempre disponível para melhor satisfazer os seus clientes. Autor do site cgoncalves.com

Comentários

  1. Mauro  12 Fevereiro 2009

    Só não concordo muito com os pontos 4 e 9.
    O 4, porque em qualquer negócio é extremamente comum andar a fazer publicidade “passivamente”. É comum em empresas de multimédia adicionar pelo menos um link. É como usar ténis Nike, é uma marca.

    O 9, porque qualquer programador também sabe que se ficar sempre preso a limitações de certos browsers, não vai andar para a frente. A verdade é que se quiseres usar todo o potencial de CSS e/ou usar PNGs como background, etc, os IEs ficam limitados em muitos aspectos, mesmo usando resets ou estilos especificos. Não é necessário pôr no site “melhor visualizado em… “, mas há que ter a consciência de que o resultado pode ser diferente em diferentes browsers.

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  2. Carlos Gonçalves  12 Fevereiro 2009

    Olá Mauro, antes de mais obrigado pelo teu comentário.
    Falo por mim claro, mas se contratares uns empreiteiros para te fazerem uma casa, eles não vão deixar nenhuma informação de quem foi o empreiteiro a fazer a casa, pois não?
    É exactamente o mesmo, és pago para fazer um serviço, e deves limitar-te a cumprir o que te foi pedido, a publicidade é paga, se quiseres fazer publicidade deves pagar por ela.
    O 9, sim em parte tens alguma razão, mas quantos e quantos sites, há por aí do género “Melhor visualizado em 1280×800″ ou “Optimizado para Firefox”?
    Quantos são? Muitos mesmos.
    Uma coisa é haver uma ou outra incompatibilidade, outra totalmente diferente é ser funcional no FF e no IE nada ter a ver, percebes a ideia?

    (responder)
  3. Mauro  12 Fevereiro 2009

    Pois, mas acho que depende muito do critério de cada empresa. Um site não é só código, é também o design e isso é arte. Normalmente a arte está ligada tem sempre uma assinatura. Eu vejo mais por esse lado. A maioria dos clientes entende isso. Senão não andava com a marca da Mercedos ou da Renault atrás enquanto andam de carro.
    Quanto ao 9, sim eu não estou a desculpabilizar a preguiça ou a falta de conhecimento dos pseudo-programadores que para aí andam. Acho que me fiz perceber.

    (responder)
  4. Carlos Gonçalves  13 Fevereiro 2009

    Olá Mauro, é a tua opinião, como tal respeito, como deves concordar, mas ainda tendo em conta o exemplo acima, após os empreiteiros terminarem a obra, pode-se sempre mandar vir uns decoradores (não, não estou a comparar os Web Designers a decoradores, mas a função é +/- a mesma, tornar o site apelativo aos olhos através do design, mas a função dos decoradores é a mesma, tornar a casa apelativa aos olhos, através da decoração). E não vês nenhuma placa a dizer “Decorado por…”.
    É a minha maneira de ver, pagam-te por um serviço, e é esse serviço que tens de fazer.
    E podes sempre meter algo assim no código das páginas:
    < meta name="description" content="Desenvolvido por Carlos Gonçalves" / >
    Em relação ao 9, sim eu percebi a tua ideia, mas a ideia que quis passar foi a mencionada acima.

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  5. Pedro  14 Fevereiro 2009

    Nem mais. Casca nesse pessoal que polui o mercado aproveitando-se da ignorância do cliente para assim impor a sua própria ignorância.
    ROTFL@ frontpage, e animações flash

    (responder)
  6. Carlos Gonçalves  14 Fevereiro 2009

    Obrigado pelo teu comentário Pedro.
    Infelizmente há muitos desses pseudo-programadores.

    (responder)
  7. softclean  14 Fevereiro 2009

    O 2), seja Frontpage, seja Dreamweaver, não interessa: a pessoa tem que perceber o que vai fazer, e não arrastar coisas para que tudo se monte. E se a empresa não estiver disposta a pagar licenças para esses produtos, como é que é? Olha, usa um editor de texto freeware!

    Mas claro, sem dúvida que o editor WYSIWYG dá sempre jeito.

    @offtopic: vim parar aqui através do P@P planet e reparei que tens artigos muito interessantes! Continua! ;)

    (responder)
  8. nuno costa  10 Novembro 2009

    Em relação ao ponto 4 eu por norma assino os sites que faço, é uma questão de brio, mas se o cliente não quiser não o assino duma forma visual porque no código fica la sempre a minha assinatura

    O ponto 7 tem muito que se lhe diga, apesar do HTML ser simples de dominar consegue ser bastante complexo no que diz respeito à correcta utilização do código e muito poucos são os que escrevem HTML correctamente utilizando as tags certas e na quantidade adequada.

    Um bom exemplo disso é a moda do tableless onde tenho visto o emaranhado de tabelas a ser substituído por outro esparguete de divs ou a utilização de divs quando um span bastava

    um abraço

    (responder)
    • Carlos Gonçalves  11 Novembro 2009

      @nuno costa:

      Compreendo o teu ponto de vista em relação ao ponto 4, mas não deixas de ter menos brio profissional se o assinares no código, não é preciso estar à vista de todos. Como disse, a publicidade paga-se.
      Mas compreendo e aceito o teu ponto de vista :)

      Em relação ao 7, concordo contigo.
      Mas em termos de currículo, fica-te melhor dizer que dominas HTML ou uma linguagem de programação, tipo ColdFusion, ASP, PHP, …?
      HTML é algo “banal”, é como uma ferramenta no nosso trabalho.

      Abraço

      (responder)
  9. nuno costa  11 Novembro 2009

    Claro, tens toda a razão no que dizes. Pores que dominas HTML no Cv não te traz nada de positivo, nesse aspecto estamos de acordo

    É só que me custa ver o HTML marginalizado quando na verdade tem muito por trás

    (responder)

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