9 Passos para perder um Cliente

A 15 de Julho de 2010, categoria Freelancer, Opiniões, Ideias e Dicas, por Carlos Gonçalves
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A Ana Martelo, no seu site serfreelancer, abordou um artigo muito interessante, onde fala de 9 Passos para perder um Cliente. Apesar de ter uma perspectiva um pouco diferente, concordo com o que a Ana disse, e é com base nesse artigo que escrevo o artigo de hoje.

unhappy face   9 Passos para perder um ClienteA razão de ser de qualquer freelancer é trabalhar para os clientes, satisfazer as suas necessidades, superar as suas expectativas e desenvolver relações a longo prazo. Quando satisfeitos os clientes são fiéis, além disso, também podem trazer-vos mais clientes.

Se um cliente reclama, há que tentar identificar as razões que o levaram a reclamar e aproveitar essa oportunidade para deixa-lo ainda mais satisfeito, pois, e ao contrário do que dizem, o cliente nem sempre tem razão.

Conhecer o cliente, saber o que o que ele espera/quer, perceber o que ele gosta e o que não gosta, além de trata-lo como alguém que faz parte do teu dia-a-dia, por si só, já fará uma grande diferença.

Porém, neste artigo vamos abordar algumas causas mais comuns que levam os clientes a abandonar o Freelancer e procurar outro.

1 – Não Entregar Trabalho de Qualidade

Os clientes têm sempre uma certa expectativa em termos de qualidade do trabalho. A garantia de qualidade dos serviços prestados é o principal pilar de qualquer negócio. Seja qual for o negócio, a qualidade é o aspecto mais importante, que afecta directamente o nível de sucesso de quem o presta. O reconhecimento dos teus serviços irá crescer, se e só se forneceres serviços com qualidade, e como diz a Ana: “Não fazer jus às expectativas de qualidade de um cliente pode levar a uma rotura nos negócios, feedback negativo para outros possíveis clientes, e até mesmo a perda de um cliente antes de um projecto estar concluído.

2 – Não Perceber o que o Cliente Precisa

Não chega só saberes porque razão o cliente te deve contratar – o cliente é que precisa de saber o porquê de te contratar. É complicado encontrar clientes que não precisam ser educados sobre o porquê das escolhas que fazem ao te contratar. As mais-valias que o teu serviço dá ao cliente devem ser suficientes  para que os mesmos decidam contratar-te.

Os freelancers mais bem sucedidos são aqueles que percebem claramente as necessidades do seu cliente e as conseguem satisfazer. Os freelancers têm de perceber que o seu bem mais valioso é a sua lista de clientes e certificarem-se que mantêm uma relação boa e duradoura com eles. Quando as necessidades dos clientes são compreendidas, podes desempenhar bem o teu trabalho, de tal forma que os clientes ficarão satisfeitos pois conseguiram exactamente o que precisavam.

Podes entender melhor as necessidades do teu cliente, interagindo com ele, proporcionando-lhes a oportunidade de dar sugestões. Conhecer e compreender o cliente e o seu negócio, é sempre uma mais-valia para que se consiga perceber melhor o que o cliente necessita.

A maioria dos freelancers não toma isto em consideração e é por isso que depois crio artigos como este ou mesmo este.

3 – Prometer e não cumprir

Fazer promessas aos clientes que não podes manter ou cumprir, vai fazer o cliente procurar outro Freelancer. Se está sem tempo, se não tem capacidades, se necessita de ajuda ou mais tempo, explique isso ao seu cliente. É importante que se prometeres algo que o cumpras, uma vez que isso ajuda-te a seres mais competitivo e produtivo. No entanto, é imprescindível teres a plena noção de que acima de tudo consegues cumprir essa promessa.

Se não tens tempo, ou não consegues de alguma forma fazer o que o cliente precisa, deves dizer que não, podes ler mais sobre isso no artigo que criei “Quando o Trabalho é Demais“.

Será muito melhor do que prometeres algo e não cumprires, além do projecto ficar a meio, será a tua imagem que fica manchada.

Ler um pouco mais sobre reputação online.

4 – Não cumprir prazos

Como falámos acima, a tua reputação, pode-se resumir em duas coisas: Cumprir Prazos e Qualidade do teu trabalho. É raro o projecto que não tenha qualquer tipo de prazo e, eles existem por uma razão.

Quando os clientes precisam de algo para uma determinada data, há uma razão de ser, não é apenas porque ao cliente lhe apetece dizer aquela data, por isso evita não cumprir os prazos estabelecidos.

Assim sendo, se queres ser levado a sério pelos teus clientes do passado, presente e futuro, tens que levar a sério os prazos e respeitá-los, pois ao respeitar os prazos, significa que estás a respeitar o tempo do teu cliente e também o teu próprio tempo, e embora algumas pessoas defendam a teoria que os prazos diminuem a criatividade bem como a produtividade, eles ajudam-te a focar para o trabalho que tens em mãos, especialmente quando já tens uma carteira de clientes e tens alguns projectos para gerir.

5 – Não dar Importância ao Planeamento

Iniciar um projecto sem um bom planeamento é um óptimo indicador de que não estás a fazer o teu trabalho de forma correcta, nem a ser o melhor para o teu cliente. Planear é trabalhar.

Conhecer o cliente, o seu negócio e os seus clientes é uma parte essencial do processo de trabalho.

Podes facilmente “ganhar” 2 horas extras por dia para fazeres coisas, se a cada manhã perderes 10 minutos a preparar o teu dia!

Apenas é necessário 10 a 20 minutos para que possas planear o teu dia, mas esse tempo “perdido” vai fazer-te poupar pelo menos 2 horas (100 a 120 minutos) em tempo perdido e esforço desperdiçado durante o dia.

Brian Tracy

Ao definires objectivos, quer se trate de uma lista de tarefas diárias ou um plano de 5 anos, podes também definir prazos para esses objectivos. Um plano de acção geralmente nunca falha no que toca a ajudar a pessoa a alcançar o sucesso. Basta seguir o plano! É como se fosse um mapa do caminho para o teu sucesso ou em menor escala, o cumprimento dos prazos de forma consistente a cada dia.

6 – Não Encarar o Trabalho com Profissionalismo

Os clientes esperam ter uma relação profissional com o seu freelancer, se o teu objectivo é manter os teus clientes satisfeitos com o trabalho que fazes para eles, obrigatoriamente tens de demonstrar profissionalismo no teu trabalho.

Profissionalismo, ética de trabalho e empenho são as chaves para que possas trabalhar de forma consciente. A Internet tornou possível a um inúmero de pessoas que odeiam o falso profissionalismo do mundo real fazer o seu trabalho a partir de casa, seja de forma remota seja como freelancer. Uma das melhores coisas de se trabalhar em casa, é não precisar de ser fingido e superficial. A tendência que vejo, e alguns com resultado, é que cada vez mais e mais, fazem negócios com má fé . Esta tendência está a espalhar-se rapidamente pela Internet.

7 – Não estar contactável

Serviço ao cliente é uma parte integrante do nosso trabalho e não deve ser visto como uma extensão do mesmo, por isso mesmo é também uma grande preocupação para os clientes, pois a falta de resposta, muitas vezes, levam os clientes a procurar um novo freelancer.  Quando consegues satisfizer os teus clientes, eles não só te ajudarão a crescer, como também continuarão a fazer negócios contigo, e ainda te recomendam para amigos e associados.

O serviço ao cliente pode ser entendido como:

Todas as actividades necessárias para aceitar, processar, enviar e facturar os pedidos dos clientes, controlar qualquer actividade que possa sair mal e assegurar-se que o cliente está satisfeito. O objectivo do serviço ao cliente é o de CRIAR VALOR para o cliente.

E como a Ana diz e bem, “isso aplica-se ao período inicial do projecto, bem como os aos contactos posteriores de manutenção, suporte e ajuda“.

Porém, tens que tem em atenção que não deves estar disponível toda a semana, este é um erro comummente cometido pelos freelancer no seu início de carreira, que tentam estar toda a semana disponível para o cliente.

Embora seja da opinião que por seres um freelancer deves ser flexível nos teus horários de trabalho e com os teus clientes, deves sempre garantir que os teus clientes tenham noção de que não estás contactável toda a semana, e tens reservado para ti pelo menos 1 dia por semana, a não ser claro que seja uma emergência.

Portanto, se educares os teus clientes que, por exemplo, ao fim de semana não estás contactável (podes trabalhar noutros sentidos e leres os e-mails, não convém é responderes antes de segunda-feira), os clientes tendem a ser muito mais obsequioso quando dizes que não estarás contactável por uma semana, quando fores de férias.

8 – Não Mostrar o Verdadeiro Valor dos teus Serviços

Muitos clientes mais cedo ou mais tarde vão parar para avaliarem os teus serviços, para determinar se vale a pena o custo deles. O mais certo é que comparem os teus valores com os de outros freelancers, e se não mostrares o porquê de o cliente pagar 1000€ em vez de 100€ (como é óbvio, valores aleatórios), o cliente vai optar por pagar 100€, afinal quem é que gosta de pagar mais? É tarefa do freelancer mostrar ao cliente que não o está a enganar nem a ser fraudulento, pois o preço é diferente por incluir outras adendas, por exemplo manutenção por algum tempo.

A maioria dos clientes não entendem tudo o que está envolvido com o trabalho que estás a oferecer, e se  baixares o valor simplesmente por isso, eles nunca vão perceber o valor certo das coisas.

Nos próximos dias irei falar um pouco sobre esse aspecto, pois a melhor forma de contornarmos essas dúvidas, é elaborar um bom orçamento.

9 – Não Responder às suas Perguntas

Os clientes frequentemente têm dúvidas sobre o processo/progresso do projecto, ou por terem dúvidas, ou porque simplesmente gostam de perguntar para saber o estado da situação. Se não reservares uma parte do teu tempo para responder às perguntas dos teus clientes, podes vir a notar uma quebra de confiança por parte do cliente e no que estás a fazer no seu projecto.

Isto é essencial, pois ajuda a mostrar aos clientes o valor teu valor e quão te preocupas com o relacionamento que manténs com o teu cliente, além que ajuda a mostrar que sabes o que estás a fazer e que o cliente está em boas mãos com o teu trabalho.


Em jeito de conclusão, o meu conselho passa por colocares-te sempre no lugar do cliente, assumindo o problema como se fosse teu.

Já dizia Gandhi:

Um freguês é a visita mais importante da nossa casa.
Ele não depende de nós. Nós é que dependemos dele.
Ele não é uma interrupção do nosso trabalho, é o objectivo dele.
Não estamos a fazer nenhum favor em servi-lo.
Ele é que nos faz um favor ao dar-nos essa oportunidade.

E tu, quais as situações que já passaste? Deixa  a tua opinião!


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Missão, Visão, Valores e Objectivos

A 9 de Julho de 2010, categoria Freelancer, Opiniões, Ideias e Dicas, por Carlos Gonçalves
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Numa das cadeiras que tive, Gestão Estratégica, aprendemos diversas técnicas de gestão e avaliação para ajudar empresas na tomada de decisões estratégicas de alto nível. Porém, o mesmo se aplica quando se é um freelancer.

É importante a qualquer freelancer, estabelecer desde logo como será a sua presença no mercado, como tal, há que definir certos conceitos.

Qualquer organização seja publica ou privada, seja grande ou pequena, necessita compreender a sua missão no mercado e a partir disso estabelecer a sua visão para dentro dos seus padrões. É importantíssimo respeitar as suas características, pois assim poderá encontrar soluções que ajudam a desenvolver e reforçar a sua qualidade organizacional e a dos seus produtos. Os produtos e serviços são os caminhos pelo qual a organização leva para a sociedade a sua missão e a visão orienta o processo de criação deste caminho, estimulando o rompimento com a situação actual e o estado futuro desejado.

Ainda há quem defenda que:

É de fundamental importância monitorar e compreender as necessidades de mudanças comportamental da sociedade. Da mesma forma é necessário que a missão seja respeitada e que a pressão emocional pertinente às visões desafiadoras seja suportada.

Missão

A missão de uma organização deve revelar a sua identidade e personalidade. Para isso deve mostrar a razão da sua existência, definindo o seu negócio e apresentando de uma forma clara e simples os seus objectivos gerais e as linhas orientadoras para o seu desenvolvimento futuro.

Os freelancers que têm uma missão bem definida têm mais probabilidades de atingir os seus objectivos de uma forma mais consistente e sustentada do que aqueles que a não têm. Mas a sua existência, só por si, não surte
qualquer efeito.

A missão só servirá de fio condutor do esforço e da acção de cada elemento que a compõe quando é comunicada com eficácia, quando é entendida por todos e a partir do momento em que é interiorizada por todos.

Uma missão deve incitar à acção que conduz à realização de um objectivo estratégico comum que só será atingido quando todos na empresa, se sentem incentivados a lutar por atingi-lo.

Aqui fica a minha:

Prestar serviços de tecnologias convencionais e avançadas com qualidade, contribuindo para o aumento da competitividade dos meus clientes, em harmonia com os interesses dos sócios e as demais partes interessadas, de forma sustentável para o bem-estar da comunidade onde estiver inserida.

Objectivos

Determinada a missão, o freelancer precisa de designar um conjunto de objectivos que lhe confira um caminho de orientação para as suas decisões, no sentido que progrida na direcção estabelecida pela missão.

Os objectivos explicam o que o freelancer deseja alcançar com a sua actividade, com um carácter temporal. Estes são essenciais na gestão estratégica, na medida em que esclarecem onde se quer chegar e como avaliar se a organização o está a conseguir.

Aqui ficam os meus:

  • Ser um profissional para prestação de serviços vocacionados a prover soluções de software para aplicações em tecnologia de automação e tecnologia de informação;
  • Contar com o meu dinamismo, conhecimentos e qualificação, a fim de estabelecer parcerias saudáveis com os meus clientes através de uma relação em que todas as partes sejam beneficiadas;
  • Analisar quem são os meus clientes e quais são as suas necessidades, sempre preocupando-me em atender a todas as suas expectativas visando uma posição de destaque no sector em que actuo.

Valores

Valores são princípios, ou crenças, que servem de guia, ou critério, para os comportamentos, atitudes e decisões de todas e quaisquer pessoas, quer no exercício das suas responsabilidades, quer na conquista dos seus objectivos com fim a executar a Missão na direção da Visão.

Aqui ficam os meus objectivos:

  • Comprometimento: acredito no profissionalismo, na motivação e no reconhecimento para a garantia dos melhores resultados;
  • Inovação: reconheço que a inovação e a actualização tecnológica são elementos indispensáveis para agregar valor ao negócio do cliente e atingir os meus objectivos;
  • Integridade: sou comprometido com relações éticas, transparente e coerente com os meus valores e princípios assumidos;
  • Competência: assumo uma conduta que reflecte os mais altos padrões profissionais, pois incentivo a educação e a aprendizagem contínua.

Visão

A visão refere-se aos objectivos de mais longo prazo e mais gerais e descreve as aspirações para o futuro sem especificar os meios para as alcançar.

As visões com mais efeito são aquelas que criam inspiração e esta inspiração é normalmente querer mais, maior e melhor. Isso pode ser por exemplo prestar o melhor serviço ou desenvolver o produto mais resistente, e deve ser sempre inspirativo.

Aqui fica a minha visão:

Ser um profissional que, através da prestação de serviços de alta qualidade, possa agregar valor para os ramos de negócios dos clientes, procurando assim ser reconhecido no mercado em que actuo.

Com recurso a: Estratégia nas Organizações

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Se já tens estes conceitos definidos partilha-os.


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Como explicar que não existem almoços grátis?

A 2 de Janeiro de 2010, categoria Freelancer, Opiniões, Ideias e Dicas, por Carlos Gonçalves
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Li um artigo no CarreiraSolo do Henrique Arake, bastante interessante por sinal, que nos faz ver e perceber, que enquanto trabalhadores Freelancers, temos que cobrar por pequenas coisas, como diz no título “Como explicar que não existe almoços grátis?“.

Se analisarmos um pouco o artigo podemos rever-nos muitas vezes nele, apesar de que o foco é para a advocacia, se mudarmos o termo serve perfeitamente, pelo menos eu revi-me em alguns aspectos, se não vejamos.

Recentemente, um colega de um colega me pediu uma “ajuda” com um assunto. Um assunto simples, trivial, que CERTAMENTE eu saberia responder de pronto. E, surpresa das surpresas, não era tão simples assim. Demandaria, pelo menos… PELO MENOS a leitura de alguns documentos e um pouquinho mais de investigação, mas que se ele pudesse marcar uma reunião mais tarde…

Quantas vezes não fui contactado para ajudar numa “pequena coisinha”, numa dúvida num projecto, ou mesmo numa sequência de funções? Digo-vos, inúmeras vezes. Às vezes respondo, outras nem por isso, pois a maioria das vezes é por preguiça de quem pergunta.
Existem inúmeras comunidades de ajuda, nomeadamente o P@P, onde a dúvida irá ter mais atenção se for postada na secção correcta do fórum, do que num email!
Sem contar que, a partilha de conhecimentos é algo fundamental, pode existir mais pessoas com a mesma dúvida, e se todos seguíssemos a mesma filosofia, não haveria informação disponível.
Depois, se vemos que é algo mais complexo, e dizemos, vamos falar um pouco melhor, para percebermos melhor a dúvida, geralmente a resposta é:

“Oh! É mesmo? Ah, então deixa né? Outra hora, então!” E eu quase que podia ouvir: “peço uma ajuda simples e esse ganancioso sem-vergonha já quer lucrar às minhas custas”

Sounds familiar?

Deixa eu contar uma novidade para vocês (particularmente aos advogados, médicos, arquitetos, publicitários, designers, dentistas, veterinários, etc.)… vocês estudaram pra C@#$%#@ pra se formar, adquirir conhecimento e expertise e, se são profissionais liberais, VIVEM disso!

Pois é meus amigos, o conhecimento tem custos, é o acto de adquirir informações e saber trabalha-las, “uma informação sozinha não é conhecimento, é apenas um dado sem razão ou sem fundamento e sem nenhum objectivo“.
E hoje em dia, o conhecimento tornou-se numa ferramenta que marca a diferença na nossa área.

Outra coisa, se a pergunta foi feita para você, é porque a resposta não é óbvia! Significa que o Google e a Wikipedia não foram suficientes! E se ela não é óbvia, significa que VOCÊ também não achará a resposta no Google e na Wikipedia (eu sei que vocês também fazem isso ;) )! Então, camarada, você tem duas opções:

1 – Responder com a primeira coisa que te vier à cabeça! Afinal, você é um profissional, conhece do assunto e, mesmo que não tenha TANTA certeza sobre o conselho que está dando, ora essa, ele jamais saberá, certo?

Como diz o Henrique, “ERRADO! O que acontecerá é que ele tentará implementar sua solução, provavelmente dará errado, e seu filme estará queimado para sempre!“.

2 – Explicar que a solução não é tão simples quanto parece e marcar uma reunião PROFISSIONAL para resolver o assunto.

Assim você terá tempo para investigar o assunto com profundidade, descobrirá que ele NÃO TE CONTOU TODOS OS DADOS NECESSÁRIOS ali na mesa do boteco. “O que? O cliente esconde informações que ELE julga não serem importantes?”

Infelizmente isso acontece com frequência.
Porém ao tomarmos essa atitude, não só estamos a ser correctos, profissionais, como estamos a salvaguardar-nos, pois se o “colega do colega” for financeiramente cauteloso e não quiser pagar pelos próprios problemas, então esse problema não é assim tão importante, e nós acabamos por não perdermos tempo, com algo que poderíamos aproveitar para aprofundar o nosso conhecimento ou mesmo a trabalhar.

Porém, o maior problema prende-se quando nós próprios esquecemos-nos da importância e do custo, seja ele monetário ou em termos temporais, do nosso conhecimento.

Faz um favor a toda a comunidade Freelancer, COBRA PELOS TEUS SERVIÇOS!


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